Quase 50 mil estudantes colocados na 1.ª fase do acesso ao ensino superior

Quase 50 mil estudantes colocados na 1.ª fase do acesso ao ensino superior

Foram colocados 49.991 estudantes na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, o que representa 88,9% das vagas. O anúncio é feito pelo Ministério da Educação dois dias antes da divulgação dos resultados.

Andreia Martins - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Inês Moreira Santos - RTP

Entre os mais de 60 mil candidatos, 49.991 conseguiram colocação numa instituição de ensino superior pública. São mais 6.092 alunos colocados do que no ano passado, segundo os dados divulgados hoje pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação. Apesar das falhas na correção digital dos exames nacionais, houve mais 13,9% estudantes colocados em relação ao ano de 2025, segundo os dados do Instituto para o Ensino Superior.

Os dados são conhecidos dois dias antes da divulgação dos resultados, uma vez que os jovens só ficarão a saber se e onde ficaram colocados 00h01 de domingo, dia 23 de agosto, no site do Instituto para o Ensino Superior.

O executivo destaca que este é "o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram adotadas regras excecionais para a conclusão do Ensino Secundário e para a utilização de exames nacionais como provas de ingresso". 

O número de candidatos válidos também aumentou: 60.513, após os resultados das reapreciações ou reclamações de classificações de exame ou de outro elemento considerado no cálculo da nota da candidatura.

"São mais 11.795 candidatos do que em 2025 e mais 2.212 do que em 2024. Excluindo os anos da pandemia de COVID-19, trata-se do número mais elevado desde 1996", realça o comunicado do Ministério da Educação, Ciência e Inovação. 

A 2.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior arranca na próxima segunda-feira, dia 24 de agosto.


Diferença entre interior e litoral mantém-se

Dos candidatos colocados, 26.819 conseguiram entrar na primeira opção (53,6%), enquanto 9.643 (19,3%) foram colocados na segunda opção. "No total, 84,5% dos estudantes ficaram colocados numa das suas três primeiras opções", lê-se no comunicado do Ministério da Educação. 

O documento destaca ainda a redução "significativa" na diferença entre as taxas de ocupação das instituições universitárias e politécnicas: passou de 28,7 pontos percentuais em 2025 para 17,8 pontos percentuais em 2026. 

"No ensino superior politécnico foram colocados 16.679 estudantes, mais 3.497 do que em 2025 e correspondentes a 33,4% do total", lê-se ainda.

Já no ensino superior universitário foram colocados 33.312 estudantes (66,6% do total). Foram mais 2.595 estudantes colocados em relação a 2025. 

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação sublinha que houve um aumento de 9 pontos percentuais na taxa de ocupação das instituições de ensino superior localizadas no interior do país. 

Reconhece, no entanto, que se mantém "uma diferença territorial significativa". "A taxa de ocupação é de 94,1% no litoral e de 69,2% no interior", aponta o comunicado. 

Estas instituições de ensino superior no interior representavam 19,8% das vagas iniciais, mas são 52,4% das vagas disponíveis para a 2.ª fase. 


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